Pois é, tem um neném dentro de mim. E tudo muda, tudo muda. É tudo aquilo mesmo, todas aquelas longas e delongas sobre o corpo, as dores, o cansaço sem medida, o sono interminável... mas por esses dias fiz um ultrassom que-nem fotografia. Incrível, o rostinho, as expressões, as formas, a plasticidade... aí eu penso na gravidez tudo de novo, com outro vigor e com muito mais lirismo... é quase inacreditável. Primeiro que a tecnologia me espanta, e sinceramente espero espantar-me sempre. E o que ela revela, é de uma doçura sem limites, gestos suspensos... me transporto para dentro do dentro e não é que me lembro que tem uma Vida dentro de mim? Mexe o tempo todo, se agita, abre os olhos (vê se pode) e tem alma. Me faz ficar igual a uma bola, me dá azia, dores nas pernas, ah, sim, um cansaço de-não-sei-o-quê. Mas isso tudo fica tão ínfimo quando olho para a pequenina boca meio biquinho, meio riso, num sono que a gente não alcança. Precisaria, desejaria aliás, ser uma poeta para descrever todo o infinito que ali reside. E me volto pra humanidade do aqui de fora, e, bom, vejo uma luz.
E o mais bonito é que esse sentimento transborda e alcança os nossos... http://sempapel.wordpress.com/2008/09/03/crescei-e-multiplicai-vos/
ahn, quase me esquecia de falar. A gente chora muito. E como é bom chorar.